Prefeitura de Foz realiza cerca de 700 acolhimentos em casas de passagem a pessoas em situação de vulnerabilidade em 2022

O serviço foi realizado no primeiro semestre, oferecendo acolhimento à população brasileira e migrante em casas de passagem que oferecem alimentação e estadia

Foto: Christian Rizzi/PMFI

A Prefeitura de Foz do Iguaçu possui uma grande estrutura para o acolhimento à população em situação de rua, em trânsito e em situação de vulnerabilidade. No primeiro semestre de 2022 foram cerca de 700 atendimentos nas casas de passagem do Município, locais que abrigam pessoas que necessitam do serviço.

Os atendimentos ocorrem principalmente na Casa de Passagem 1, localizada no Jardim São Paulo, e na Casa de Passagem 2, no Porto Belo. Elas funcionam como acolhimento transitório, oferecendo pouso, banho e até quatro refeições por dia – de janeiro a junho, foram servidas mais de 42 mil refeições em ambos os locais.

Conforme conta Dayse Mara Bortoli, diretora de Proteção Social Especial da Secretaria de Assistência Social, uma das grandes demandas do primeiro semestre foi o aumento do acolhimento para famílias migrantes, principalmente venezuelanas e argentinas.

“Somente nas duas últimas semanas, cerca de 50 argentinos solicitaram permanência no Brasil. Se trata de uma demanda nova e que vem se repetindo com certa frequência, por isso seguimos com atendimento e orientação na Casa do Migrante”, diz Dayse.

Acolhimento humanizado

Elias de Souza, secretário de Assistência Social, reforça que todo o acolhimento do município é oferecido de maneira organizada e humanizada, com espaços próprios para receber a população.

“Sempre lembramos que não podemos realizar um atendimento compulsório, que obrigue a pessoa a aceitar acolhimento. Contudo, estamos com equipes para atendimento a todo o instante, sem improvisos e com qualidade. Esse é um dos importantes aspectos do serviço oferecido em Foz”, completou.

Cada caso é avaliado inicialmente no Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro Pop). A partir dessa triagem, os acolhidos são direcionados para a casa de passagem que corresponda ao perfil indicado. Ao todo são 140 vagas, divididas entre CP1 (50), CP2 (40) e CP3 (50).

A Casa de Passagem 1 acolhe famílias, inclusive as monoparentais femininas ou masculinas, brasileiros e migrantes e idosos. A Casa de Passagem 2 acolhe o público masculino, de 18 a 59 anos, brasileiros e migrantes. A Casa de Passagem 3, o Albergue Noturno Lar Esperança, no Jardim América, atua como apoio para atender ao público misto, de 18 a 59 anos.

O serviço de abordagem social da Secretaria de Assistência Social atua 24h, diariamente, para oferecer abrigo e atender aos interessados. Para contatar o serviço de abordagem social, caso veja alguma situação de risco envolvendo moradores de rua, basta ligar para 08000 45 14 07.

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