Conferência debate propostas para melhorias na Rede de Atenção Psicossocial

Fortalecer a Rede de Atenção Psicossocial e ampliar o debate sobre a garantia de direitos aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Estes são alguns dos objetivos da Primeira Conferência Municipal de Saúde Mental, evento que aconteceu nesta sexta-feira (11) no Hotel Foz do Iguaçu e reúne representantes da Secretaria Municipal da Saúde, COMUS (Conselho Municipal de Saúde), conselhos de classe e usuários.

Durante a abertura, a secretária de saúde Rosa Maria Jerônymo, detalhou os avanços na pasta nos últimos anos e assumiu o compromisso de efetivar as propostas definidas pela conferência a fim de garantir a melhoria no atendimento à população.

“Nossas lutas por uma saúde mental de qualidade vêm sendo travadas há anos e sabemos da importância deste momento para podermos avançar cada vez mais”, disse. Rosa lembrou que há quase um ano, em março de 2021, foi criada a Diretoria de Saúde Mental, antes a pasta era vinculada a Diretoria de Assistência Especializada.

“Para estruturar de verdade esse serviço tão importante, criamos uma diretoria e reorganizamos os serviços dos CAPS (Infantil, AD e CAPS II), implantamos as unidades de acolhimento infantil e adulto, ampliamos o atendimento psicológico na Atenção Primária e até março deste ano concluiremos o Protocolo de Atendimento da Psicologia para a melhoria da promoção e assistência em saúde mental”, detalhou.

Rosa afirmou ainda que os impactos da pandemia contribuíram para um aumento significativo na demanda por atendimento psicológico. “A demanda aumentou assustadoramente nos últimos anos. Com as medidas de isolamento, a perda de pessoas queridas, questões financeira ocasionadas pelo desemprego, a violência contra a mulher, são aspectos decorrentes da pandemia e por isso precisamos fortalecer a saúde mental para ajudar quem precisa”.

Presidente do COMUS, Andre Buriasco afirmou que a conferência é o momento mais importante do controle social. “A união de gestores, conselheiros e usuários é fundamental para debater a construção de uma saúde eficiente e humana. Ao final deste encontro vamos trabalhar para transformar as propostas em algo real”, disse.

Willian Henrique da Silva, presidente do Conselho Regional de Psicologia, também defendeu os avanços na rede como garantia de direitos à população. “Por muito tempo a saúde mental foi deixada em segundo plano, e a pandemia nos mostrou a importância dela. Esperamos fortalecer os serviços e que as propostas finais sejam validadas”, pontuou.

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