Beto Preto destaca estrutura de Foz para atender casos de covid

Secretário Estadual de Saúde também apoia e considera legítimos os pleitos de Foz do Iguaçu por vacinação em massa da população e instalação de barreiras sanitárias na Ponte da Amizade

O secretário estadual de Saúde, Beto Preto, destacou nesta quarta-feira, 16, a estrutura da saúde pública de Foz do Iguaçu para atender os casos de covid-19 e de enfrentamento ao coronavírus. “O esforço que Foz do Iguaçu fez ao longo do tempo com seu hospital municipal (Padre Germano Lauck) é digno de nota”, disse em entrevista à Rádio Cultura.

Beto Preto lembrou que o hospital municipal, de 17 leitos de UTI covid (Unidade de Terapia Intensiva), no início da pandemia, passou para 70 leitos, e 67 leitos de enfermarias para atender Foz do Iguaçu e as outras oito cidades da 9ª Regional de Saúde (Santa Terezinha de Itaipu, São Miguel do Iguaçu, Medianeira, Matelândia, Serranópolis do Iguaçu, Missal, Ramilândia e Itaipulândia), mais os brasileiros e paraguaios que moram no lado de lá da fronteira brasileira.

Estrutura

Para atendimento de casos e suspeitas de covid, Foz do Iguaçu conta com mais uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Dr. Walter Cavalcante Barbosa, no Morumbi, e outras cinco unidades básicas de saúde: Vila C, Lagoa Dourada, Jardim São Paulo, Vila Yolanda e a Unidade 24h Padre Ítalo (Porto Meira).

A UPA do Morumbi faz atendimento dos casos positivos de covid, daqueles pacientes que precisam de oxigênio e, dependendo da gravidade, faz entubações. Funciona ainda como uma espera para leito exclusivo-covid no hospital municipal.

Já as UBSs fazem o atendimento aos casos suspeitos e positivos de covid-19, e também a testagem. Há ainda a busca ativa que faz o monitoramento dos casos positivos de covid nas casas dos pacientes, para garantir que tanto os casos confirmados como seus contatos próximos cumpram o isolamento. Todos os casos ativos são acompanhados por equipes da Secretaria de Saúde.

Apoio

Beto Preto reafirmou também que apoia e considera legítimos os pleitos de Foz por instalação de barreiras sanitárias na Ponte da Amizade e de vacinação em massa da população. “O Ministério da Saúde deve acenar com isso. Foz é realmente uma fronteira crítica, temos além da população fixa da cidade, um número muito grande de brasileiros que moram no Paraguai, brasileiros que estudam no Paraguai, além dos paraguaios que vem buscar o atendimento de saúde no município”.

O secretário também ponderou que a pandemia está maior do que todo esforço do governo estadual. “Abrimos cinco mil leitos covid no Paraná, o que equivale a 50 hospitais de campanha de 100 leitos e cada um deles com 40 de UTI e 60 de enfermaria. A demanda de insumo, kits de intubação, medicamentos usados para manter os pacientes sedados enquanto entubados, era de um xis, hoje estamos gastando nove xis, aumentando cerca de 900%”.

“Isso é muito expressivo, mesmo assim, nesse momento temos 900 pessoas aguardando vaga nas UPAs. Nos hospitais de pequeno porte continuam os leitos lotados. As pessoas continuam tendo os seus hábitos preservados, circulando. Insisto que a população, o comércio, a indústria, o transporte coletivo não são culpados, o culpado é o vírus que circula depois de um ano e três meses”, completou.

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